Um grande golpe na Lava Jato estava armado, caso a presidente do Supremo Cármen Lúcia não desse o voto de minerva favorável à prisão em segunda instância.
De todos os países da ONU, apenas um não acompanha este critério e o Brasil mostra, nessa segunda votação sobre a matéria, que está, realmente, aparelhado, graças a decisão apertada que comprova grande parte dos ministros comprometidos com a impunidade, justamente no momento em que a Operação Lava Jato se tornou um exemplo para o mundo. As quase semanais ações da Força-tarefa provocou a reação de muitos comprometidos com o sistema de corrupção implantado no País. Os comentários e críticas, classificando de abuso de poder, tantas prisões preventivas, não foram poucos. Essa prisão acaba por provocar delações e mais prisões, o que não interessa aos chamados “bola da vez” que esperam na fila da punição.
STF mantém prisão após decisão de segunda instância
Dos 11 ministros que compõem a Corte, seis votaram pela possibilidade de cumprimento da pena antes do esgotamento de todos os recursos; Somente Dias Toffoli mudou de opinião desde fevereiro

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira, 5, manter a possibilidade de execução de penas – como a prisão – após a condenação pela Justiça de segundo grau e, portanto, antes do esgotamento de todos os recursos. Por 6 votos a 5, a Corte confirmou o entendimento em um julgamento que deverá ter efeito vinculante para os juízes de todo o País.
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