Entre 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva está incluída a prisão de Paulo Bernardo. Com isso, a situação de Gleisi Hoffmann se complica ainda mais. Apesar de contar com a blindagem natural da imunidade parlamentar, especula-se que a esposa do presidiário não contará com essa segurança por muito tempo. A prisão também servirá de termômetro para avaliar a reação da militância de esquerda e seu potencial, o que colabora com o dimensionamento e preparação da segurança para quando o chefe da organização for recolhido para Curitiba. Ao que tudo indica, seu tempo é breve e a pena é longa.
O que ninguém esperava, em plena quinta-feira, aconteceu e inicia uma sequência de fatos que apavoram, ainda mais, aqueles que carregam a certeza de ser a próxima “bola da vez”.
O cerco na casa de Gleisi Hoffmann (foto abaixo) provocou a manifestação de moradores que comemoraram o fato.

PF prende Paulo Bernardo em operação que apura contratos do Planejamento
A ação decorre de fatiamento que ocorreu na investigação que estava no Supremo Tribunal Federal; estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Pernambuco e do Distrito Federal
O ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações no governo Lula), marido da senador Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 23, em Brasília, na Operação Custo Brasil, o primeiro desdobramento da Operação Lava Jato em São Paulo. A ação decorre de fatiamento de uma investigação que estava no Supremo Tribunal Federal.
O ex-ministro Carlos Gabas foi alvo de condução coercitiva. A PF também levou para depor o jornalista Leonardo Attuch.
A ação é conjunta da PF com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil e apura o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG.
Segundo a PF, estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Pernambuco e do Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da Federal, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.
Há indícios, de acordo com a PF, de que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado.
“Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos – fictícios ou simulados”, afirma a PF em nota.

Diretório do PT em São Paulo foi alvo da Operação Custo Brasil.


Já de terminais vinculados à empresa GF Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, usados na campanha de Gleisi, foram realizadas naquele período mais de 300 ligações – originadas de 6 terminais diversos – para telefones do Ministério do Planejamento, Orçamento· e Gestão, à época ocupado por Paulo Bernardo.