O uso político, por parte de Bolsonaro, da pandemia e sua suposta contaminação, é fonte de preocupação da OMS, segundo fontes de dentro daquele órgão internacional.

Jair Bolsonaro

A manipulação do caso, reforçando sua negação a gravidade do surto e sua fixação na hidroxicloroquina, que se tornou uma “aliada” na campanha para o uso dessa medicação, a qual foi produzida em excesso no Brasil, após a compra inexplicada de uma fortuna de insumos para essa produção, sem qualquer embasamento científico.

Pelo contrário, a medicação foi abandonada por entidades científicas de todos os países que a pesquisaram, após comprovarem sua ineficácia e priorizarem fórmulas que realmente provaram servirem como coadjuvante no tratamento, em estágios específicos da doença.

A percepção da cúpula da OMS é que o “grande erro” do Brasil ao lidar com a crise foi a “politização do vírus“. Isso atrasou o reconhecimento de sua gravidade, orientou as decisões e pautou o governo.

Na terça-feira, Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, insistiu que a situação no Brasil não é boa e mandou um recado claro. “Precisamos ser sérios”, disse. “É importante entender a gravidade desse vírus”; disse. “Nenhum país está imune, ou seguro, e nenhum indivíduo está a salvo”, insistiu.

“Ninguém é especial nesse aspecto. Todos estamos potencialmente expostos ao vírus e o vírus não sabe se somos príncipes ou pobres. Somos todos vulneráveis”, afirmou. “O que mostra é nossa vulnerabilidade coletiva a essa doença”, afirmou.

INFECTADO, BOLSONARO MANTÉM DESDÉM AO CORONAVÍRUS

O vídeo é uma produção do UOL e transmitido diretamente de seu canal no YouTube

Da redação OEB
com UOL

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